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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Poupança sustenta setor imobiliário até 2015, diz Abecip


O aumento no saldo de captações da caderneta de poupança deve sustentar o funding do crédito imobiliário até meados de 2015, ao contrário de previsão anterior, que projetava um limite em 2014, de acordo com Octavio de Lazari Junior, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). "Com o crescimento da captação da poupança e o menor crescimento do volume de financiamentos, o funding vai se estender até 2015", disse.

Segundo Lazari, o aumento no saldo de captações na caderneta, verificado após as mudanças nas regras de remuneração da aplicação, também deu mais tranquilidade para o funding do setor. O presidente da Abecip ainda estimou que a captação da caderneta mantenha o ritmo de alta ao longo do segundo semestre, mesmo com o cenário de redução da taxa básica de juros (Selic). "No segundo semestre, muitas categorias de trabalhadores terão aumento salarial. Com mais dinheiro na mão, também haverá mais dinheiro disponível para aplicação na caderneta", explicou.

Segundo Lazari, o aumento no saldo de captações na caderneta, verificado após as mudanças nas regras de remuneração da aplicação, também deu mais tranquilidade para o funding do setor. O presidente da Abecip ainda estimou que a captação da caderneta mantenha o ritmo de alta ao longo do segundo semestre, mesmo com o cenário de redução da taxa básica de juros (Selic). "No segundo semestre, muitas categorias de trabalhadores terão aumento salarial. Com mais dinheiro na mão, também haverá mais dinheiro disponível para aplicação na caderneta", explicou.

Pelas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), 65% dos depósitos da poupança devem ser destinados ao crédito para financiamento de imóveis residenciais. Com a mudança nas regras de remuneração da poupança, em maio, havia preocupação do mercado que os depósitos migrassem para outros investimentos e comprometessem o funding, o que não ocorreu. As novas regras da poupança atrelam o rendimento da poupança ao juro básico da economia sempre que a Selic estiver em 8,5% ao ano ou menos. Em 30 de maio, a taxa caiu exatamente para esse patamar, o que acionou o gatilho. Desde então, os novos depósitos já pagam a remuneração composta de 70% da Selic somada à Taxa Referencial (TR), o que corresponde a pouco mais de 0,48% ao mês. Aplicações antigas recebem juro maior: 0,5% ao mês mais a TR.

CRIs

A emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que também compõem o funding do crédito imobiliário, deve ter uma alta de 10% no segundo semestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011, de acordo com estimativa de Lazari. Segundo ele o primeiro semestre foi mais fraco para esse mercado devido ao baixo volume de lançamentos de novos projetos imobiliários por parte das incorporadoras. "Isso tornou o crescimento mais limitado", disse, acrescentando que, com o aumento nas captações da poupança, há menor necessidade de outras captações para compor o funding.

Com informações ImobiliNews.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Economia - Governo pode acelerar mudanças na poupança

O governo poderá acelerar o envio ao Congresso Nacional da proposta de mudança na sua remuneração. Informações de que mudanças em estudo devem atingir apenas depósitos novos ampliou risco de que investidores com aplicações, que já começam a perder em rentabilidade para a poupança, se antecipem à mudança para garantir, no futuro, um ganho maior que só será assegurado a antigos depositantes da caderneta.

O economista Ricardo Eleutério observa que a discussão sobre mudança na caderneta de poupança sempre vem à tona em quando começam a se aproximar as eleições. Tanto que os grandes cortes sofridos pela Selic ocorreram nesses períodos, o que pode trazer problemas para o Governo Federal pois quem mais se beneficia são os opositores.

“Observo que o noticiário econômico vem dizendo que a equipe econômica do Governo está discutindo se é possível mexer no cálculo da poupança, para evitar a migração de investidores dos títulos públicos. Mas em 2010, isso não ocorreu”, diz Eleutério.

Se ocorrer, o economista também vê três impactos positivos: primeiro, 65% dos recursos da caderneta vão financiar construção civil e mercado imobiliário; segundo, quem aplica pode “beliscar” um pouquinho de risco no mercado de ações; e terceiro, juros menores contribuem para conter o derretimento do dólar.

Com informações do jornal O Povo.

Confira essa e outras informações: http://on.fb.me/A2f7de